Convocatoria para creación de laboratorios ciudadanos en el rural de Galicia

Buenas a tod@s,

Me llamo Vívian Moldes, soy emigrante, galega retornada, nací en la ciudad de Rio de Janeiro (Brasil) y actualmente vivo en un pueblo en Sanxenxo, Pontevedra, Galicia, España.

Soy gestora cultural, en constante aprendizaje, enamorada por el patrimonio cultural y aquí en Galicia está una parte de mis raíces, donde quiero preservarlas y difundirlas, utilizando diversas herramientas, como: turismo rural, turismo circular, patrimonio material e inmaterial, desarrollo local, sustentabilidad, economía circular, …

Tengo muchas ideas para desarrollar, pero pienso que el trabajo en conjunto y solidario es mucho más enriquecedor para todos. Animo a los que viven en Galicia, que se presenten en este foro y escriban de donde son, sus ideas, para que así posamos juntarnos y crear laboratorios ciudadanos, con iniciativas que beneficien los moradores del rural gallego valorizando la cultura.

Pueden contactar por:
(+34) 643 43 86 99
www.linkedin.com/in/vivianmoldesexpedito

Saludos cordiales,
Vívian Moldes

Olá Vivian! Fiquei interessada em sua proposta e gostaria de saber mais sobre ela. Enviei a solicitação de contato pelo LinkedIn :wink:
Abraços,
Laryssa Tarachucky

1 me gusta

Bom dia Laryssa,

Recebi sua solicitação e estamos em contato pelo LinkedIn também :wink:

Vi que você vive no Brasil, não sei se tem família, amigos ou se conhece algo relacionado com Espanha e mais especificamente Galicia. Vou te contar um pouco do que venho observando e pesquisando:

Aqui na Espanha as coisas funcionam bem diferente em alguns aspectos. A grande dificuldade que encontro é com relação a abertura e participação das pessoas, além da dificuldade de mudar velhos e maus hábitos.

O turismo rural em Galicia é diferente de outras partes do mundo, se limitando em oferecer serviços de hospedagem, não tem ferramentas para o desenvolvimento local, nem planejamentos eficientes para a demanda turística, principalmente na época de alta temporada, afetando a população local.

Em geral vejo que falta formação, ações de trabalho em conjunto, e principalmente interesse em oferecer um serviço de excelência e trato ao cliente e ao turista, pelos empresários e pelos organismos públicos, que é o grande motor da economia local. Aqui as pessoas empreendem sem ter formação e não buscam ter conhecimento do setor que decidem atuar, muito menos aperfeiçoamento. Muitos não tem nenhum tipo de assessoria pública ou privada, o que leva a atuarem como se estivessem tratando com um amigo ou familiar. Lamentavelmente é comum ver a falta de trato e profissionalismo no setor de hotelaria.

O Patrimônio (material e imaterial) não é valorizado pelos próprios moradores locais, existe muito desconhecimento e preconceito com os que são de fora. O que me surpreende muito com relação a emigración masiva que houve nos séculos XVIII e XIX para a América e posteriormente para a Europa. O fato é que a historia da cultura galega não seria a mesma sem a emigração. Os emigrantes foram os responsáveis por manter vivos os costumes e hábitos ancestrais dos galegos.

Para fazermos uma reflexão, pergunto qual é a maior característica que vemos de patriotismo? Para os brasileiros seguramente é o verde e o amarelo, a bandeira brasileira e o hino brasileiro. Isso normalmente é o que identifica una nação, uma pátria.

A história de Galicia poderia estar extinta ou quase, como aconteceu com a cultura indígena no Brasil. O idioma galego foi proibido na época do ditador Franco, e foi fomentado que o galego é um idioma inferior, o que repercute até hoje no ensino do galego nas escolas. O galego é um dos 5 idiomas oficiais de Espanha, porém ainda é muito descriminado e pouco difundido e valorizado.

Nota: … "artículo 3 de la Constitución Española de 1978. En él se especifica, en su primer epígrafe, que el castellano es la lengua oficial del Estado y que, por lo tanto, todos los españoles tienen la obligación de conocerla y el derecho a utilizarla.

Por su parte, en el siguiente epígrafe se especifica que el resto de lenguas españolas serán oficiales en sus respectivas Comunidades Autónomas en función de lo especificado en sus estatutos y que esta riqueza y variedad lingüistica es patrimonio cultural del país y sus gentes y, por tanto, objeto especial de protección y respeto".

Continuando falando sobre esses supostos símbolos de nacionalismo e de patriotismo, o hino galego foi executado pela primeira vez em Cuba (Havana), ou seja, em América e não em Galicia o que grande parte d@s galeg@s desconhece.

A Galicia passou por varias fazes, e creio que acabou deixando marcas comportamentais muito importantes. Os homens e mulheres galeg@s são pessoas trabalhadoras, oriundos do meio rural em sua maioria. Me lembra muito a questão da vida do nordestino, e do grande êxodo rural que aconteceu no Brasil. Aqui não existem metrópoles, existem aldeias, povoados e povoados maiores (cidades).

Ao meu ver é possível unir forças de diversos setores e viabilizar mudanças construtivas e benéficas para o rural galego. Porque me refiro ao rural galego? Porque assim como eu, emigrante galega retornada, como pessoas da minha família, que emigraram desde Portugal e Galicia ao Brasil, ou descendentes de emigrantes galegos que saíram do rural por falta de oportunidade e trabalho no passado e na atualidade, podem seguir no rural, pois o rural é muito rico e pouco explorado, ou explorado de maneira ineficiente e incorreta. A Xunta de Galicia tem vários programas que incentivam o retorno dos galegos, e eu faço parte de um deles chamado BEME. Existem varias razões para essas iniciativas da Xunta, onde uma delas é o alto índice de pessoas maiores nas comunidades galegas e a crescente emigração interna e externa dos jovens, em busca de trabalho, em um mercado laboral cada vez mais competitivo e sem oportunidade para as pessoas.

Para que os galegos retornem e possam ficar de vez no território galego, é importante serem adotadas políticas que utilizem os conhecimentos adquiridos em outros países e nesses programas de retorno da Xunta, convertendo-os em mecanismos de transformação desses espaços com ajuda dos emigrantes e dos moradores locais.

A minha área de atuação e formação, é a área cultural e educacional. Creio que unindo forças com mecanismos de economia circular, sustentabilidade, turismo, cultura podemos criar uma rede de desenvolvimento local, que possa ser duplicada em vários lugares.

Economia circular (turismo → patrimônio cultural → sustentabilidade → desenvolvimento local)

Espero ter conseguido explicar um pouco mais… :wink:

Grande abraço
Vívian Moldes